Setor de cloro-álcalis apresenta propostas aos presidenciáveis

Como entidade representativa de um setor estratégico para o desenvolvimento do país, a Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor) está dialogando com os pré-candidatos à presidência da República para encaminhar propostas que superem os desafios que travam o crescimento do setor.

A Abiclor preparou um documento sintetizando os pontos estratégicos em uma agenda encaminhada às equipes econômicas dos presidenciáveis. No dia 1 de julho, a entidade recebeu a equipe econômica do pré-candidato Ciro Gomes (PDT). Em conjunto com as assessorias dos demais postulantes, a Associação está definindo as datas para os próximos encontros.

Entre as questões em destaque, estão energia/gás a preços competitivos, melhores condições de infraestrutura e logística, desenvolvimento de políticas de fomento e abertura econômica coordenada.

O conjunto de propostas da Abiclor mostra ainda a importância de instituir políticas de desenvolvimento e estímulos à indústria química, como acontece em países como Índia, China, Japão, Estados Unidos, Alemanha e França.

“Além da importância das reformas macroeconômicas, para melhorar o ambiente de negócios no País, é essencial garantir à indústria de cloro-álcalis condições mais favoráveis de competitividade, especialmente em relação ao custo da energia elétrica e do gás”, afirma o presidente executivo da Abiclor, Milton Rego.

O peso do custo de insumos e da burocracia

Por ser um setor energointensivo, o custo da energia elétrica tem um peso expressivo na operação da indústria de cloro-álcalis, sendo responsável por mais de 50% dos custos totais.

Segundo levantamento da Abiclor, nas últimas duas décadas, esse setor da indústria brasileira foi severamente castigado pela elevação das tarifas de energia elétrica, seja em reais ou seja em dólares que superou o patamar de países que competem conosco.

A burocracia para o transporte rodoviário é outra questão que precisa ser enfrentada pelo futuro presidente da República. “Para o transporte de produtos perigosos, a cadeia produtiva precisa apresentar quase 500 documentos apenas das esferas federais”, diz Milton Rego.

A indústria de cloro-álcalis abastece com insumos centenas de atividades produtivas, sendo imprescindível para o cumprimento da universalização dos serviços de saneamento básico. Apesar da relevância, esse nicho da indústria química vem operando com ociosidade nos últimos anos — a utilização da capacidade instalada média tem ficado abaixo de 70%, segundo acompanhamento da Abiclor.