Trata Brasil: Famílias gastam menos com saneamento básico do que com energia e telecomunicações

“As Despesas da Família Brasileira com Água Tratada e Coleta de Esgoto” é o mais recente estudo do Instituto Trata Brasil. Elaborado pela consultoria Ex Ante, o estudo faz um balanço inédito sobre os gastos familiares com serviços de saneamento básico, comparativamente a outras infraestruturas (energia, telecomunicações, gás), bem como o que significam esses gastos frente à renda familiar.


O estudo mostra que houve avanço nos serviços nos últimos 10 anos ( 2008 a 2018), o que significa que mais famílias tiveram acesso aos serviços de água e coleta dos esgotos. O aumento foi de 2,2% ao ano de famílias com acesso às redes de água e de 3,7% ao ano de famílias ligadas às redes de coleta de esgoto.


Atualizando-se monetariamente os valores, a despesa nacional média das famílias com as contas de água e esgotos não aumentou; ao contrário, houve ligeira queda de 1,0% no período, passando de R$ 68,86 em 2008 para R$ 68,20 em 2018, o que mostra que as famílias continuaram pagando basicamente o mesmo valor, sem pressão inflacionária.


O Trata Brasil destaca que, em 2018, as despesas médias das famílias brasileiras com telecomunicação foram de R$ 117,31 e com energia elétrica de R$ 124,75, em média. No período de 2008 a 2018, enquanto as despesas médias com eletricidade e telecomunicação cresceram 4,3%e 7,6% respectivamente, as com água e esgoto caíram 1,0%.


Ou seja, o peso das despesas com saneamento na renda das famílias reduziu de 1,37% para 1,26%, ao mesmo tempo em que gastaram mais com energia elétrica e telecomunicações. Em 2018, nas famílias mais pobres, o custo da energia representava 6% da renda mensal, as telecomunicações 5,6%, saneamento 3,7% e gás (encanado ou botijão) de 3%.


Para conferir o estudo completo, acesse aqui.