Abiclor chega aos 53 anos comprometida com a sustentabilidade

Martim Afonso Penna*

Neste 3 de julho, ao completar 53 anos de sua fundação, a Abiclor tem muito o que comemorar, começando pelo protagonismo da indústria de cloro-álcalis na maior pandemia do século XXI. O ano de 2020 marcou um ponto de inflexão para a nossa indústria, deixando evidente a importância estratégica dos produtos voltados para a higienização e o tratamento de água no combate ao novo coronavírus.

Essenciais na desinfecção de locais públicos e privados como ruas, praças, hospitais,  supermercados entre outros, o hipoclorito de sódio, usado na fabricação da água sanitária, e a soda cáustica, usada para fazer sabão, assumiram importância ímpar e estão ajudando a salvar vidas.  

Chegamos aos 53 anos em sintonia com todos os 17 ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – das Nações Unidas, que têm como finalidade atender as necessidades da geração atual sem comprometer as necessidades das futuras gerações, com metas voluntárias para desafios ambientais, políticos, econômicos e humanitários enfrentados pela humanidade.

Temos o compromisso de pautar o desenvolvimento da nossa indústria alicerçada na adoção de práticas sustentáveis e em promover a saúde pública e a qualidade de vida da população. No começo de junho, fomos o primeiro setor a assinar um protocolo de intenções sobre ODS com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), que visa reduzir, voluntariamente, os impactos ambientais decorrentes dos processos produtivos e da prestação de serviços das empresas associadas à entidade.

Ao longo dessas mais de cinco décadas passamos por muitas transformações. Cada vez mais temos nos dedicado a tratar de assuntos técnicos por meio de comitês, com participação ativa de nossos associados, e fazer o advocacy dos nossos produtos, em especial o do cloro para tratamento da água.

O trabalho desenvolvido pela Abiclor é reconhecido não apenas pelas empresas associadas, mas também pelos seus parceiros e pela comunidade nacional e internacional. Temos uma atuação ativa no Conselho Mundial do Cloro por meio da Clorosur, entidade que reúne as indústrias da América Latina, assim como na Euro Chlor e em entidades do setor de outros países.

Temos desafios e oportunidades pela frente. Ao mesmo tempo em que voltamos a nos deparar com um antigo fantasma, a crise hídrica, e os aumentos no  custo da energia e a ameaça do fim do Regime Especial da Indústria Química (REIQ), que podem prejudicar a retomada da atividade, temos a oportunidade de levar saneamento básico para todos os brasileiros até 2033. Para cumprir a meta de universalização do saneamento prevista no Marco Legal, aprovado em 2020, serão necessários investimentos estimados em R$ 750 bilhões. A indústria de cloro-álcalis terá de ampliar sua atual capacidade instalada e grandes investimentos no setor serão necessários.

Estamos cientes dos desafios e da responsabilidade que temos para assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis para a atual e para as futuras gerações. Estamos comprometidos com a sustentabilidade em toda a nossa cadeia de valor.

*Martim Afonso Penna é diretor-executivo da Abiclor.