Nova linhagem de vírus da dengue reforça importância do combate ao mosquito transmissor

Em meio a um surto de dengue, com mais de 750 mil registros desde janeiro, o Brasil teve os primeiros casos de contaminação por uma nova linhagem do vírus causador da doença. Apesar de ser a linhagem mais disseminada no mundo, o genótipo conhecido como cosmopolita nunca havia sido detectado em solo brasileiro. Na América do Sul, a primeira ocorrência foi no Peru, em 2019.

Esse genótipo – uma das seis linhagens do sorotipo 2 do vírus – prevalece em países localizados na Ásia, Pacífico, Oriente Médio e África, sendo a linhagem mais disseminada no mundo. Por aqui, era inédito até o último ano.

Os pesquisadores manifestaram preocupação com a possibilidade de essa cepa se disseminar de forma mais eficiente do que a linhagem asiático-americana, que atualmente circula no país. Todavia, os cientistas ainda não apontaram uma relação entre a descoberta e o surto que ocorre no Brasil: a amostra em que a linhagem cosmopolita foi identificada diz respeito a um caso diagnosticado em novembro de 2021, em um morador de Aparecida de Goiânia (GO).

A Fiocruz informou que, dos 60 genomas decodificados pelos pesquisadores em Goiás nas duas primeiras semanas de fevereiro, apenas uma era do genótipo cosmopolita.

A luta contra o Aedes aegypti

Há quatro sorotipos do vírus da dengue, cada um com linhagens específicas. Porém, todas essas linhagens são transmitidos pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. No Brasil, a presença do mosquito é constante em áreas rurais e urbanas, devido à facilidade com que as condições para a procriação se apresentam.

A fêmea do mosquito deposita os ovos próximo à água limpa e parada. Dois ou três dias após contato com o líquido, os ovos conseguem eclodir em larvas que, dias depois, evoluem para a fase da pupa, da qual se transformam em mosquitos adultos.

Assim, além de eliminar os pontos que podem acumular água, como baldes, garrafas, pneus, vasos de plantas e seus pratos, recomenda-se a limpeza de objetos, áreas externas e também ralos de pias e banheiros com água sanitária (hipoclorito de sódio). Estudos científicos constataram a eficácia do produto para matar as larvas do mosquito, eliminando possíveis criadouros.

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