Demanda por produtos químicos de uso industrial sobe 9,2% no primeiro trimestre do ano

A alta, em comparação com o mesmo período de 2020, é apontada pelo Relatório de Acompanhamento Conjuntural (RAC), da Abiquim.

 No primeiro trimestre deste ano, a demanda por produtos químicos de uso industrial cresceu 9,2% e as vendas interna, 7,66%.  A produção teve alta de 0,81%. De acordo com o Relatório, no mesmo período, o volume de importações subiu 19,1% e o de exportações recuou 8,4%, indo na direção contrária do que poderia se esperar com a desvalorização do real e a subida do dólar.  Já o índice de utilização da capacidade instalada do setor ficou em 73% na média.

De abril de 2020 a março de 2021, a produção cresceu 0,46%, as vendas internas tiveram alta de 3,52%, e a demanda subiu 12,1%. Na média dos 12 meses, os importados representaram 47% da demanda de produtos químicos no mercado nacional, novo recorde do setor.

Porém, mesmo com os resultados positivos, a indústria química brasileira vem perdendo espaço há algum tempo para o produto importado. Nos últimos 30 anos de análise, de 1990 a 2020, a taxa anual de crescimento do consumo aparente nacional (CAN) foi em média 3% (o dobro da taxa de crescimento do PIB industrial); a produção subiu a uma velocidade inferior, de 1,5% ao ano, as vendas externas cresceram a 1,4% ao ano, enquanto as importações tiveram alta de 9,5% ao ano, mais de três vezes o aumento do CAN e mais de seis vezes o que cresceu a produção local, justificando a elevação da ociosidade.

O índice de preços cresceu 70,49% no resultado nominal acumulado nos últimos 12 meses encerrados em março de 2021. Descontados os efeitos da inflação (levando-se em consideração o IPA-Indústria de Transformação, da FGV), os preços médios reais do segmento de produtos químicos de uso industrial subiram 31,2% em 12 meses. Se for utilizado o dólar como deflator, os preços reais estão 55,6% maiores se comparados aos dos 12 meses anteriores. 

Parte considerável dos produtos químicos analisados é constituída por commodities, com preços formados no mercado internacional. Já a nafta petroquímica, principal matéria-prima do setor, teve elevação de 170,8% nos últimos 12 meses, acompanhando a variação do petróleo Brent, que subiu 151,5% em igual período de comparação.

Fonte: Abiquim