Olimpíadas de Química movimentam estudantes dos ensinos fundamental e médio

O mês de junho vai concentrar duas etapas de competições de conhecimento em química para estudantes de Ensino Fundamental e Médio.

No dia 11 de junho, será realizada a fase final da Olimpíada de Química 2022 do Estado de São Paulo, na sede do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP). Para formar a lista de 300 jovens finalistas, foram selecionados estudantes do Ensino Médio autores ou coautores de redações sobre “Processos Químicos para Reciclagem de Lixo Eletrônico”, bem como os mais bem colocados no Torneio Virtual de Química (Unicamp) e na Olimpíada Regional de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto.

Ao mesmo tempo, em todo o País, estudantes do Ensino Fundamental de escolas públicas e particulares participam da XV Olimpíada Brasileira de Química Júnior, com provas online aplicadas entre os dias 9 e 11 de junho. As inscrições são realizadas pelos professores e os alunos aprovados nesta fase qualificam-se para a etapa final, entre os dias 2 e 3 de setembro, mais uma vez com provas online.

O número de participantes nas Olimpíadas cresceu nos últimos dois anos, impulsionado pela realização das provas por meio remoto.  “Passamos de uma média de 60 a 70 mil concorrentes para marcas superiores a 100 mil. Isso é importante para ampliar o interesse dos estudantes pela matéria e para encontrar mais talentos”, comemora Sérgio Maia Melo, coordenador nacional da competição.

As duas competições – paulista e nacional – fazem parte do calendário do Programa Nacional de Olimpíadas de Química, que também realiza os testes para estudantes do Ensino Superior (Olimpíada Brasileira do Ensino Superior de Química – OBESQ). Os eventos do programa têm o patrocínio da Abiclor (Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados).

“Um sistema organizado de competições como essas revela talentos importantes para a produção científica nacional. Entre os coordenadores estaduais do programa, quatro foram medalhistas da competição”, conta Melo, destacando que, para a função, são admitidos somente professores doutores.

“Além de estimular o estudo da Química, o programa contribui para despertar o interesse dos estudantes pelos diferentes ramos da indústria química, que demanda profissionais qualificados e irá oferecer muitas oportunidades em virtude das grandes mudanças que ó mundo está passando”, ressalta Milton Rego, presidente-executivo da Abiclor.

Fazendo bonito lá fora

A jovem pernambucana Marina Malta Nogueira foi uma das medalhistas da última edição da Olimpíada Internacional de Química (Japão – 2021). Ela foi convidada para cursar o ensino superior no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e está aguardando o início do ano letivo, em agosto, para embarcar. Na mesma competição, outros três jovens brasileiros conquistaram medalhas: Cássia Caroline Aguiar da Ponte, Hana Gabriela Albuquerque Sousa e Vinicius da Silveira Lanza Avelar.

A Olimpíada Ibero-Americana de Química realizada em 2021, no Brasil, teve quatro estudantes brasileiros entre os medalhistas: Lucas Takayasu e Glauco César Prado Soares – ambos com prata – Pedro Sales Toro Alonso e Vinícius Silveira Lanza Avelar – com ouro.

Em comum, todos os jovens têm a conquista de medalhas nas competições nacionais, tanto de Ensino Médio quanto do Fundamental. Nas provas realizadas em 2022, 15 estudantes serão selecionados para formar o grupo do qual sairão os quatro participantes para o Mundial, na China, e outros quatro para o torneio Ibero-Americano, ainda sem local definido.