Brasil ganha 4 medalhas em Olimpíada Internacional de Química e pela primeira vez mulheres são maioria no torneio

Pelo quinto ano consecutivo, todos os quatro integrantes da delegação brasileira foram premiados com medalhas no torneio internacional de Química e pela primeira vez, na delegação brasileira, mulheres são maioria neste torneio.  

Cássia Carolina Aguiar, Hana Gabriela Albuquerque Sousa e Marina Malta Nogueira ganharam medalhas de bronze na Olimpíada Internacional de Química (International Chemistry Olympiad,  IchO), no Japão. A prata ficou com  Vinicius Avelar. O time vencedor é formado por estudantes do ensino médio de colégios da rede privada de Fortaleza (CE), estado que concentra o maior número de campeões em certames de química. 

Realizado de forma remota na última semana de julho, a 53ª edição da Olimpíada Internacional de Química reuniu 312 estudantes de 80 países – podem participar no máximo quatro concorrentes por país.

O aumento da participação feminina é comemorada pelo coordenador geral da Olimpíada Brasileira de Química (OBQ), professor Sérgio Melo. “Há anos estamos lutando para ter pelo menos um número igual de meninos e meninas disputando as olimpíadas, seguindo o padrão de distribuição da população brasileira”, diz. Nos torneios nacionais e regionais, a participação feminina que estava em torno de 30% cresceu no último ano para 55%, segundo ele.

Agora, o próximo desafio a ser vencido é melhorar os resultados dos estudantes de escolas públicas nas olimpíadas de química. “A participação de escolas públicas tem sido boa, mas o resultado alcançado pelos alunos precisa se igualar ao dos estudantes de escolas privadas”, afirma o professor Sérgio Melo.

Para melhorar os resultados dos estudantes da rede pública, o Programa Nacional Olimpíadas de Química tem como um de seus primeiros patrocinadores a Associação Brasileira de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor), iniciou um programa de cursos de reforço em Química em escolas de seis estados: Ceará, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Paraná e Rio Grande  do Sul. Com duração de um ano, o curso é liderado por uma equipe de professores de universidades, que fazem parte da coordenação regional das olimpíadas de química. Foram escolhidos os alunos de ensino médio que mais se destacaram nas últimas competições estaduais.  

O Programa Nacional Olimpíadas de Química conseguiu junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) uma bolsa de estudos no valor de R$ 100,00 para os estudantes de escolas públicas que participam do curso de reforço.