Abiclor, Sinproquim e Cesiq debatem o papel da indústria química no Marco do Saneamento

A Abiclor (Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados) uniu-se ao Sinproquim (Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos para Fins Industriais e da Petroquímica no Estado de São Paulo) e ao Cesiq (Conselho das Entidades Sindicais da Indústria Química) para organizar o Webinar “A Importância da Indústria Química no Marco Legal do Saneamento”, na manhã desta quinta-feira (18/11).


Entre os palestrantes foi unânime a afirmativa de que os objetivos traçados pela nova regulação do setor, como a universalização do serviço até 2033 (Plano Nacional do Saneamento Básico), exigirão esforços dos diferentes nichos da indústria química para atender a demanda pelos mais diversos materiais, desde cloro até sulfato de alumínio; este último em escassez ultimamente.


Sintetizando as palavras dos seis expositores, o diretor-executivo da Abiclor, Martim Afonso Penna, apontou que a indústria de cloro-álcalis passa por momento delicado, devido à elevação dos custos com energia elétrica e à incerteza sobre a economia nacional. Todavia, ainda segundo Penna, “o desejo expresso da sociedade pela universalização do saneamento básico e os avanços em regulação podem colaborar para superar os desafios”.


“A nossa indústria pode contribuir com produtos, capacidades técnica e de investimento. O parque de Santo André (SP) acabou de ampliar a capacidade de produção de cloro em 20%; enquanto para o ácido clorídrico, nacionalmente, atingimos uma elevação de 15%. Estudos para viabilizar novos investimentos estão em fase de conclusão e poderão sair do papel em períodos de 18 a 30 meses”, complementou Maurício Russomanno, presidente do Conselho da Abiclor.


Com abertura apresentada por Nelson Reis, presidente do Sinproquim, o Webinar teve as exposições de Édison Carlos, presidente-executivo do Instituto Trata Brasil; José Eduardo Gobbi, Chief Visionary Officer da Proag Consultoria; Percy Soares Neto, diretor executivo da Abcon e do Sindcon; Estela Testa, presidente do Sistema Nacional das Indústrias de Equipamentos para Saneamento Básico (SINDESAM); Luana Siewert Pretto, diretora de Relações Institucionais e Governamentais da Associação Brasileira dos Fabricantes de Materiais para Saneamento (Asfamas); e Anícia Pio, gerente do Departamento de Desenvolvimento Sustentável da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).