Olimpíada de Química é porta de entrada para universidades de ponta

Participar do Programa Nacional Olimpíadas de Química, que tem como um dos primeiros patrocinadores a Abiclor, pode ajudar o estudante a conquistar uma vaga e uma bolsa de estudos em uma instituição renomada, seja no Brasil ou no exterior. Foi o que aconteceu este ano com o estudante brasiliense Thiago José Velôso de Souza. Ele conseguiu ser aprovado numa das universidades mais prestigiadas do mundo – o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, sigla em inglês) – nos Estados Unidos, e ganhou bolsa integral para custear as despesas.

“Além de bom histórico escolar, da recomendação dos professores e do interesse demonstrado em atividades extracurriculares, ter participado de uma olimpíada internacional de química foi muito importante para ele ser admitido no MIT. É um grande reconhecimento, pois são estudantes de 80 países concorrendo”, explica o coordenador do Programa Nacional Olimpíadas de Química, Sergio Melo.

Thiago ganhou medalha de bronze na Olimpíada Internacional de Química, realizada em 2020, quando cursava o terceiro ano do ensino médio no Colégio Militar de Brasília (CMB). Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, ele disse que a participação na Olimpíada de Química “é algo muito bem avaliado pelas universidades de fora: o quanto você se esforça além do que lhe é pedido.”

Entre os participantes das Olimpíadas de Química que realizaram o sonho de estudar fora do Brasil, uma das conhecidas é a deputada federal Tabata Amaral, que participou das Olimpíadas Internacionais em 2011, ganhando a medalha de bronze, o que a ajudou a ingressar na Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Além das universidades internacionais, os torneios de química são também porta de entrada para faculdades brasileiras de primeira linha, sem ter de prestar o exame vestibular, como é o caso da USP e da UNICAMP, desde que cumpridos os requisitos do regulamento interno das respectivas universidades.