Sem medalhas, natação brasileira deve ter corte de verbas

Uma das principais modalidades olímpicas e uma das que mais recebe dinheiro, a natação brasileira não conseguiu medalhas nos Jogos do Rio-2016, o que deve provocar corte nas verbas destinada à CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos). Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, o COB (Comitê Olímpico do Brasil) está insatisfeito com a gestão e com os resultados da CBDA.

A Confederação recebeu R$ 44 milhões em 2015, sendo R$ 25 milhões dos Correios. Essa verba da estatal deve  ter redução considerável depois dos Jogos. CBDA e COB estão em negociações para minimizar o corte de investimentos.

O único pódio da CBDA foi para a nadadora Poliana Okimoto, bronze na maratona aquática. Antes, o Brasil se fixava em alguns poucos nadadores de talento, como César Cielo, Thiago Pereira e Gustavo Borges.

Com menos recursos, a CBDA vai fazer um corte drástico no quadro de funcionários e colaboradores, em praticamente todas as áreas da entidade.

De acordo com a reportagem do jornal Folha de S. Paulo, a diretoria do COB espera que o corte não afete a preparação dos atletas de maior potencial e seja concentrado em itens periféricos às competições. Assim, acredita que a preparação do próximo ciclo olímpico será preservada. Mas há também previsão de reduções em convênios do Ministério do Esporte.