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Salvador entra em estado de alerta para possível epidemia dengue, zika vírus e chikungunya

A capital baiana está em alerta para uma possível epidemia de doenças causadas pela picada do mosquito Aedes aegypti – dengue, zika vírus e chikungunya – no verão. Segundo levantamento divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, o Índice de Infestação Predial (IIP) é de 2,1%, ou seja, a cada 100 imóveis visitados, aproximadamente dois apresentaram focos do mosquito. O indicador se manteve estável em relação ao levantamento anterior (janeiro de 2020) quando o índice era de 2,3%.

Durante a pandemia, foram suspensas as inspeções domiciliares dos agentes de combate às endemias por conta da covid-19, o que aumentou o número de casos no ano passado, explica a  Andréa Salvador, diretora de Vigilância à Saúde. O trabalho de enfrentamento ao Aedes com os mutirões nos bairros em parceria com a Limpurb foi intensificado este ano,  o que ajudou a manter o indicador estável na cidade este ano.  

De janeiro até este mês de dezembro, Salvador registrou 1.022 casos das arboviroses provocadas pelo Aedes: 625 de dengue, 341 chikungunya e 56 de zika). No mesmo período de 2020, a cidade contabilizou 23.313 ocorrências (0.304 dengue, 12.002 chikungunya e 1.277 zika), o que mostra que as ações para  eliminar os focos e criadouros dos vetores surtiram efeito.

Entre as ações de mobilização para combater o mosquito, está o “Plano verão sem Mosquito”, que  começa este mês de dezembro e vai até março.

Fonte: site da Secretaria Municipal de Saúde