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Curiosidades

Na natureza

O cloro (Cl) é o 17º elemento químico da Tabela Periódica. Compostos clorados ocorrem naturalmente no organismo humano e são encontrados no sangue, na pele e nos dentes. Os glóbulos brancos precisam de cloro para capacitá-los a lutar contra infecções. Na natureza, ele é mais abundante do que o carbono.

O cloro faz parte do universo desde sua criação há quase 15 bilhões de ano. A natureza produz cloro por meio da ação da radiação solar sobre o gás argônio, nas camadas superiores da atmosfera. Essa reação química é uma das formas de proteção dos seres vivos contra os efeitos nocivos da radiação. O cloro também é produzido por reações químicas que envolvem o cloreto de sódio presente nos mares e nos oceanos.

A geração da vida animal e vegetal no planeta também contou com a participação do cloro. Segundo cientistas, os primeiros seres vivos originaram-se das águas salgadas, que continham cloro em sua composição. Veja alguns exemplos da sua presença na natureza:

  • O cloro responde por 2,9% da composição da água do mar, o que significa 50 trilhões de toneladas da substância.
  • Anualmente, são liberadas na atmosfera 10 bilhões de toneladas do produto na forma de sal (maresia e outros materiais particulados).
  • Os cientistas já identificaram 2 mil  compostos organoclorados (combinados de cloro com elementos como carbono, hidrogênio, entre outros) produzidos por processos vitais de plantas e animais, terrestres e marinhos.
  • As erupções vulcânicas emitem toneladas de cloro em seu estado gasoso (cloro sob a forma de compostos como HCl).

Gás esverdeado
No estado gasoso, a molécula de cloro é um gás esverdeado ou, quando pressurizada, um líquido verde. Daí o nome – em latim, clorum significa verde. Por ser altamente reativo não é possível encontrá-lo no estado gasoso ou líquido. Assim, todo o cloro encontrado no planeta está ligado em compostos organoclorados e sais. O sal de cozinha, conhecido como cloreto de sódio, é o melhor exemplo. Dissolvido em água é a fonte que produz gás cloro.

No mundo, a cada ano, são produzidos cerca de 36 milhões de toneladas de cloro, que são utilizadas e transformados em produtos essenciais para nossa vida cotidiana. Na Europa, a produção é de 20,9 milhões de toneladas por ano,sendo 9,9 milhões de cloro e 11 milhões de toneladas de soda cáustica.

 A Alemanha é uma das principais fontes mundiais de sal
O país possui uma das maiores minas de sal na Europa, que está localizado em Borth. Os depósitos subterrâneos são estimados em mais de 200 milhões de toneladas. As minas de sal subterrâneas muitas vezes estão localizadas centenas de metros abaixo da superfície.

Sal era dinheiro
O hábito do uso de sal parece ter estado ligado à passagem da vida nômade para a vida agrícola. Este foi um passo dado pela nossa civilização e que influenciou profundamente os rituais e cultos da maioria das antigas civilizações. Blocos de sal chegaram a ser usados como dinheiro na Etiópia, na África e até no Tibet. No exército romano, os oficiais e os homens recebiam um pouco de sal; nos tempos imperiais, este salarium (de onde deriva a palavra salário) foi convertido num certo valor em moeda equivalente ao sal recebido.

Cloro em Marte
Nasa detectou na superfície de Marte percloratos, um composto de cloro formado por um átomo de cloro e quatro de oxigênio.Na medicina, percloratos têm sido utilizado por mais de meio século para tratar distúrbios da tireoide. Um especialista da Universidade de Michigan em Ann Arbor, EUA, afirmou que “a presença de percloratos implica em uma fonte de cloro, o que provavelmente foi derivado de água salobra ou atividade vulcânica no passado. ” A equipe da missão Curiosity que analisou as amostras do solo marciano também encontrou compostos clorados de metano. A presença de metano em Marte pode ser um sinal da existência de vida naquele planeta, uma vez que ocorre naturalmente quando a matéria orgânica se decompõe. Enquanto a Nasa dá como certo a existência de cloro em Marte, há a possibilidade de que os compostos de metano foram formados quando os percloratos reagiram com o carbono transportado da Terra no laboratório Curiosity.