Home / Água dos chuveirinhos das praias do Rio não é tratada com cloro

Água dos chuveirinhos das praias do Rio não é tratada com cloro

Tirar o sal ou o excesso de areia do corpo após um mergulho no mar em um dos inúmeros chuveirinhos instalados ao longo da orla carioca pode representar um perigo à saúde, informa o jornal O Globo. Uma análise química feita por um laboratório, contratado pelo Globo-Zona Sul, indicou a ausência de cloro nas dez duchas pesquisadas nas praias do Leblon, Ipanema, Arpoador, Copacabana, Leme e Flamengo. Isso significa que a água de todas essas duchas não é tratada, não sai dos reservatórios do Cedae (Companhia de Água e Esgoto do Estado) e apresenta indícios de contaminação por esgoto.

Os chuveirinhos, apesar de estarem em praias que são cartões-postais do Rio de Janeiro, não são fiscalizados e representam um risco para o surgimento de doenças como hepatite A, rotavírus e salmonela, que pode provocar diarreia, gastroenterite e febre tifoide. Nenhum dos pontos checados se adequam aos padrões estabelecidos pela Portaria nº 518/2004 do Ministério da Saúde, que estabelece os procedimentos e as responsabilidades sobre o controle da qualidade da água para o consumo humano no País. Entre as análises com maior índice de contaminação está um chuveirinho do chamado Baixo Bebê, na Praia do Leblon.

Fonte: O Globo (RJ), publicado em 17/1/2014