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Em reunião com MME, Abiclor destaca competitividade e o impacto da energia no custo produção

O diretor-executivo da Abiclor, Martim Afonso Penna, e representantes de entidades signatárias da Carta Aberta encaminhada esta semana ao governo participaram ontem a tarde, dia 23, de reunião, por videoconferência, com o Secretário de Energia Elétrica, Rodrigo Limp e outros integrantes do Ministério das Minas e Energia (MME). Na reunião com o secretário, que deu sequência à videoconferência realizada pela manhã com o diretor da Aneel, André Pipetone, foram discutidas as propostas emergências contidas na Carta Aberta, encaminhada pela Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace) e que já recebeu o aval de 65 entidades da indústria, como Abiquim, CNI, ABAL, Abividro, Aço Brasil, Aspacer, Anfacer,  Abiplast, Anfavea, Abit, e CervBrasil, entre outras.

Durante a reunião com os representantes do MME, a Abiclor destacou o impacto da energia elétrica nos custos industriais de produção e a necessidade de o insumo ser um fator de competitividade, refletindo o potencial da indústria brasileira. O diretor-executivo da Abiclor mostrou sua preocupação com a possibilidade de transferir novos custos aos consumidores – benefícios às distribuidoras e às cadeias por elas suportadas serem transferidos para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

Martim informou que o setor de cloro-álcalis já está bastante pressionado, trabalhando com 56,1% da capacidade instalada. Em janeiro e fevereiro deste ano, a produção de cloro teve redução de 20,3% e a de soda reucou 20,9%, na comparação com o mesmo período de 2019. O setor não tem condições de suportar mais encargos.

O diretor-executivo da Abiclor comentou ainda que a questão da energia vem sendo discutida na Mesa Executiva da Química, sob a coordenação do secretário de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação, Gustavo Ene (SEPED/ME).

Em todas as reuniões para discutir as propostas da Carta Aberta, o MME tem enfatizado a necessidade dos consumidores de energia elétrica em respeitar os contratos, mas entende que eles podem ser renegociados, afirma Martim.

Na última quarta-feira, dia 22, o ministro Bento Albuquerque reforçou que o MME está empenhado em manter o diálogo e a transparência das ações. Segundo ele, o MME busca o equilíbrio do setor elétrico em consonância com as iniciativas do Ministério da Economia que trata também do setor produtivo.

No próximo dia 28, terça-feira que vem, está prevista vídeoconferência com o secretário Carlos da Costa para tratar do tema.

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