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De cada dez residências no país, 3 ainda jogam esgoto direto na rua

Um cenário comum a muitas cidades brasileiras é o de esgoto caindo no rio, em mares e um problema que se arrasta há décadas: a falta de saneamento básico. “Uma cidade desenvolvida é aquela que também investe em saneamento”. Essa é uma das constatações do presidente-executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos. Um levantamento recente realizado pelo Instituto aponta que em cada dez residências no Brasil, três ainda jogam esgoto direto na rua. Outro dado que salta aos olhos é de que cerca de 3,5 milhões de brasileiros despejam esgoto irregularmente no País.

Ele destaca que o saneamento básico, em muitas cidades brasileiras, foi abandonado pelos poderes públicos – sobretudo nos anos 1970 e 1980, quando começou o desenvolvimento das grandes cidades. Para melhorar essa situação, segundo o presidente-executivo, é necessário que os governantes estabeleçam o saneamento como foco.

E é diante desse cenário, uma nova polêmica ganhou força nos últimos meses. Pela terceira vez, o prazo final para que Estados e municípios possuam planos próprios de saneamento básico foi prorrogado pelo governo federal. Agora, têm até dezembro de 2019 para confeccionar e implementar projetos sem risco de perder verba federal em obras no setor. A lei, de 2007 e regulamentada em 2010, previa inicialmente que governos estaduais e prefeituras precisavam do planejamento até março de 2014.

“Além de infraestrutura, é investindo em saneamento que protegemos as pessoas de doenças que comprometem a sua saúde”, explica. A falta de saneamento acarreta, por exemplo, na alta produção de lixo e, por consequência, no risco do aparecimento de doenças, como as ligadas ao mosquito Aedes, de verminoses e problemas de pele.

Para o presidente-executivo, em pleno ano de 2018 ainda há descaso com a política pública de saneamento. “Para mudar esta situação é necessário que tenhamos duas coisas: primeiro, o governante levando isso como pauta de interesse comum e o cidadão tendo consciência de que isto é um direito humano”, explica. Em entrevista ao CBN Cotidiano, ele detalha o tema.

Ouça a entrevista na íntegra aqui:

Fonte: Gazeta Online.

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