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ONU: 900 milhões de pessoas em todo o mundo ainda defecam a céu aberto

“Para onde vão as fezes?” – essa foi a pergunta que marcou o Dia Mundial dos Banheiros deste ano, propondo uma reflexão sobre a cadeia de saneamento. A vice-chefe da ONU, Amina Mohammed, lembrou que, mesmo nos países mais ricos, o tratamento e escoamento de águas residuais estão longes de ser perfeitos, levando dejetos a rios e mares.

Em um painel de discussão sobre banheiros e águas residuais, coorganizado pela Missão Permanente de Singapura na ONU, a ONU-Águae a Câmara Internacional do Comércio, Mohammed lembrou que cerca de 900 milhões de pessoas em todo o mundo defecam a céu aberto – não porque desejam, mas porque não têm escolha.

“Independentemente de onde viemos, todos temos o direito a banheiros seguros e dignos”, disse, lembrando que ela mesma enfatizou esse ponto durante um diálogo recente com membros da comunidade em Saint-Michele de L’Atalaye, no Haiti.

A Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável busca acabar com a defecação aberta e trabalhar para o acesso universal a serviços de saneamento gerenciados com segurança e tratamento de águas residuais.

A vice-chefe da ONU também pediu a todos que se fizessem perguntas como: quem é responsável pela eliminação? Quais são as condições de trabalho das pessoas? Para onde são os resíduos de higiene menstrual?

Ela observou que as fezes contaminam o meio ambiente, espalhando doenças perigosas e prejudicando o progresso na saúde e a sobrevivência infantil. Os produtos menstruais descartáveis geralmente acabam em sistemas de lixo sólido ou de águas residuais não planejados para lidar com esse tipo de descarte.

Os banheiros podem assumir várias formas. Alguns sistemas fornecem tratamento e descarte seguro, enquanto outros estão conectados a um esgoto. As latrinas e as fossas sépticas precisam ser esvaziadas regularmente e os resíduos são levados para uma instalação de tratamento.

Os trabalhadores que prestam esses serviços são “verdadeiros heróis do saneamento”, disse ela.

Mohammed lembrou também que águas residuais e as lamas fecais também devem ser tratadas e convertidas em produtos que podem ser utilizados com segurança ou devolvidos ao meio ambiente. Como exemplo, ela ressaltou o potencial maciço das águas residuais tratadas como fonte de energia.

Fonte: Portal das Nações Unidas (ONU).

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