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Saneamento perde investimento no Nordeste

Nos Estados, a recessão afetou especialmente a prestação de serviços públicos e os investimentos. O saneamento básico e o abastecimento de água então entre os mais prejudicados especialmente na região Nordeste.

O ciclo de construções de barragens e adutoras, que marcou o início da estiagem há seis anos, não passa de lembrança agora. Em 2014, foram destinados R$ 823 milhões para obras hídricas no Nordeste e semiárido de Minas Gerais. O valor despencou para R$ 370 milhões no ano seguinte.

Não tardou para que a descontinuidade nos investimentos chegasse ao dia a dia do cidadão. Moradora do Engenho Velho da Federação, bairro popular numa área central de Salvador, capital da Bahia, a manicure Luciene Guedes Silva, 50, interrompe regularmente o sono por volta de meia-noite. Motivo: encher mais de 20 baldes e bacias que guarda no banheiro de sua casa para garantir água no dia seguinte.

Sem uma caixa-d’água, ela vive como refém do inconstante abastecimento no qual a água só chega às torneiras tarde da noite. “Pior é quando tenho que lavar roupa, fico a madrugada inteira acordada”, conta a manicure.

Fonte: Folha de S. Paulo

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