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Unicef: crianças em vulnerabilidade têm menos acesso à água potável

Na Semana Mundial da Água, que foi comemorada entre os dias 27 de agosto de 1º de setembro, em Estocolmo, capital da Suécia, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançou um alerta para o fato de que as crianças que vivem em situações de vulnerabilidade têm quatro vezes mais probabilidades de não ter acesso à água potável do que as populações em situações não-frágeis. Os dados são de um estudo recente do Unicef e da Organização Mundial de Saúde.

“Água e desperdício: reduzir e reutilizar” foi o lema da Semana Mundial da Água 2017. C)

Em países ameaçados pela fome, como a Nigéria, a Somália, o Sudão do Sul e o Iémen, cerca de 30 milhões de pessoas – incluindo 14,6 milhões de crianças – precisam urgentemente de água potável.

Dos cerca de 484 milhões de pessoas que viviam em situações frágeis em 2015, em países afetados por conflitos, guerras e instabilidade, 183 milhões não tinham acesso aos serviços básicos de abastecimento de água potável, afirma o documento.

De acordo com documento da ONU, o número de pessoas sem acesso à água potável em casa é de 2,1 bilhões em todo o mundo.

Para Sanjay Wijesekera, chefe dos programas de água, saneamento e higiene do Unicef, o acesso das crianças a saneamento e água potável, especialmente em situações de conflito e emergência, além de ser um direito, deve ser uma prioridade.

A Semana Mundial da Água de 2017, evento organizado pelo Instituto Internacional da Água de Estocolmo, recebeu mais de 3 mil participantes de 133 países.

Na abertura da semana, o presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Peter Thomson, chamou o clima mundial e os recursos hídricos de “fundamento da nossa existência” e disse que “sem uma boa administração dessa base, a agenda de desenvolvimento sustentável de 2030 obviamente não vai a lugar algum. Porque, sem o fundamento, não podemos existir”.

De acordo com o Instituto Trata Brasil, 83,3% dos brasileiros são atendidos com abastecimento de água tratada. No entanto, são mais de 35 milhões de brasileiros sem o acesso a este serviço básico.

A cada 100 litros de água coletados e tratados, em média, apenas 63 litros são consumidos. Ou seja, 37% da água no Brasil é perdida, seja com vazamentos, roubos e ligações clandestinas, falta de medição ou medições incorretas no consumo de água, resultando no prejuízo de R$ 8 bilhões.
Fontes: Fato Online e EBC

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