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Vendas internas de produtos químicos caem no 1º quadrimestre 2017

Conforme números preliminares da Associação Brasileira da Indústria Química – Abiquim, as vendas internas de produtos químicos tiveram o terceiro recuo mensal do ano, fechando abril com queda de 12,45% sobre o mês anterior (em janeiro a redução foi de 0,51% e em fevereiro de -6,94%). Com esse resultado, o patamar de abril de 2017 ficou no pior nível dos últimos 12 meses, reforçando o sentimento de que o ritmo que vinha sendo observado ao final do ano passado esfriou no mercado doméstico, especialmente para as empresas que fabricam produtos químicos de uso industrial.

No acumulado do 1º quadrimestre de 2017, as vendas internas apresentaram declínio de 1,47% em relação ao mesmo período do ano passado. O índice de produção, no entanto, foi mais resistente e apresentou elevação de 3,84% nos primeiros quatro meses do ano, sobretudo pelo desempenho das exportações, que subiram 1,9% em igual período de comparação. O consumo aparente nacional (CAN) cresceu 13,6% nos primeiros quatro meses do ano, também sobre iguais meses do ano anterior, lembrando que a base de comparação do início do ano passado havia sido negativa. Na média dos primeiros quatro meses do ano, a taxa de ocupação das instalações foi de 79%, um ponto acima da de igual período de 2016. No que diz respeito ao índice de preços, houve alta de 8,36% no acumulado do 1º quadrimestre do ano, acompanhando, principalmente, os movimentos do mercado internacional, especialmente dos produtos derivados do petróleo. “As importações voltam a ocupar uma fatia maior da demanda doméstica por produtos químicos, enfatizando a falta de competitividade do setor” ressalta a diretora de Economia e Estatística da Abiquim, Fátima Giovanna Coviello Ferreira.

Na comparação dos últimos 12 meses, de maio de 2016 a abril de 2017, o desempenho ainda é positivo em todas as variáveis de volume, especialmente pela fraca base de comparação do período imediatamente anterior, com os seguintes resultados: produção +4,61%, vendas internas +5,28% e CAN +10,1%. A utilização média da capacidade instalada ficou em 80% nos últimos 12 meses, dois pontos acima da taxa que havia sido registrada nos 12 meses anteriores. “Apesar da melhora, a ociosidade ainda se encontra em patamares elevados para os padrões da indústria química mundial, o que desestimula as empresas a investirem no País”, explica Fátima.

Segundo a diretora, a piora do quadro político dos últimos dias, além de trazer imprevisibilidades sobre o que ocorrerá com as principais variáveis macroeconômicas, trouxe também a desvalorização do real em relação ao dólar, que pode trazer algum impacto sobre o cenário de compras e vendas ao exterior e estimular as empresas a buscarem ainda mais alternativas para elevar os volumes exportados.

“É necessário pensar no longo prazo e manter o foco em questões estruturais, que devolvam competitividade ao País. Devem ser destacados importantes programas sob a área do Ministério de Minas e Energia (MME), como o Gás para Crescer, que tem o objetivo de definir um marco regulatório para o gás natural; o Combustível Brasil, que tem por meta traçar as necessidades do País em termos de refino de derivados do petróleo, além do Renova Bio. Para a química, os três programas são de extrema relevância pois tocam no que há de mais importante para o setor, a disponibilidade e a competitividade de suas matérias-primas básicas. É preciso esclarecer que as principais matérias-primas do setor são utilizadas prioritariamente no Brasil como combustíveis ou energéticos, portanto, é importante que exista a previsibilidade para o suprimento ‘não energético’, ou como matéria-prima, desses recursos no planejamento energético brasileiro”, finaliza Fátima.

Fonte:” Informativo Abiquim”

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