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Gesner Oliveira: no ritmo atual de investimento, não teremos universalização antes de 2050.

Esgoto é dos temas menos palatáveis da esfera da sustentabilidade. Talvez por isso poucas pessoas se dediquem a estudar e cobrar soluções para a universalização do saneamento no Brasil – hoje a coleta chega à metade da população e apenas 40% do esgoto produzido é tratado. Entra século e sai século, de tão lento, o setor parece não avançar. Por causa das Olimpíadas em agosto no Rio de Janeiro o site de notícias Business Insider chegou a comparar o saneamento brasileiro ao de Londres e de Paris no século XIV. Exageros à parte, o fato é que, mesmo com um PIB per capita dos mais altos da América Latina  e Caribe, quando comparados com os nossos vizinhos, estamos em 18º lugar no ranking do saneamento básico, que, como o próprio nome diz, é o mais básico dos serviços públicos. Por quê?

Para tentar deslindar esse “mistério”, procuramos o especialista em infraestrutura com ênfase na cadeia de água Gesner Oliveira*, professor da Fundação Getulio Vargas e presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) entre 2007 e 2010. A primeira lição que se tira desta entrevista é que “não existe esgoto e água, existe o ciclo da água”. O esgoto apenas se insere à cadeia da água ao longo de uma etapa. Uma vez separado e tratado, a água limpa retorna à natureza e o ciclo se reinicia. Outra é que, no ritmo atual de investimento, não teremos universalização antes de 2050.

 

Veja a entrevista na íntegra na Página 22: http://pagina22.com.br/2016/08/04/a-ceu-aberto-2/

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