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Indústria química e governo debatem ações decorrentes da COP-21

Executivos da indústria química e representantes do Ministério da Fazenda, da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Meio Ambiente participaram no final de semana do  evento “O Acordo de Paris: A contribuição da indústria química para a agenda brasileira”, promovido pela Abiquim (Associação Brasileira de Indústria Química). Os participantes debateram as ações para o cumprimento do acordo, ratificado por 195 países durante a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas – COP-21.

A abertura do evento contou com o presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo, e o coordenador do Comitê para o Desenvolvimento Sustentável da associação, Weber Porto. Na avaliação dele, “a sociedade precisa exigir e ter consciência sobre a necessidade de se desenvolver ações e produtos mais sustentáveis. O governo, por sua vez, precisa incentivar isso por meio de políticas públicas, e a indústria é a responsável pelo processo de inovação. A indústria química é essencial para a sustentabilidade e para a apresentação de inovações”, declara.

O secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, José Miguez, que fez parte da comitiva brasileira no evento da ONU, fará a apresentação “A COP-21 e a posição brasileira”. Segundo ele, a indústria química brasileira já desempenha um papel importante na redução das emissões do Brasil. “O setor químico tem um alto desenvolvimento tecnológico e pode ajudar a desenvolver ainda mais a indústria de energia renovável com sua inovação e, por conseguinte, ajudar o Brasil a reduzir as suas emissões de gases de efeito estufa”, ressalta o secretário.

De acordo com o coordenador do evento, o diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem, Jorge Soto, indústria química já trabalha para potencializar os impactos positivos e controlar os negativos por meio do Programa Atuação Responsável, gerenciado no Brasil pela Abiquim desde 1992. Um exemplo é a redução da intensidade de emissões de gases de efeito estufa. Entre 2006 e 2014, foram reduzidos mais de 30%.

Jorge Soto lembra que produzir de forma cada vez mais eficiente não é a única contribuição da indústria química. Suas soluções e produtos já colaboram com outras cadeias produtivas para a mitigação dos gases do efeito estufa. “O uso de plásticos em aviões, automóveis, embalagens, isolamento térmico são exemplos de aplicações que contribuem significativamente para a mitigação das mudanças climáticas”, argumenta.

O vice-presidente do Conselho Diretor da Abiquim, Ralph Schweens, aponta que as mudanças climáticas e os impactos ambientais são alguns dos principais desafios que a sociedade enfrenta atualmente. “Os consumidores estão atentos a esse cenário e demandam do governo e das organizações a adoção de ações que miram o desenvolvimento sustentável”.

 

 

 

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