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IBGE: Indústria tem retração de 11,8% em janeiro e fevereiro

Depois de ter iniciado o ano com ligeiro crescimento de 0,4% em janeiro, na série livre de influências sazonais, a produção industrial brasileira voltou a cair em fevereiro: 2,5%. Os dados da Produção Industrial Mensal Produção Física Brasil (PIM-PF) foram divulgados hoje (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa indica que, na série sem ajuste sazonal, no confronto com janeiro do ano passado, a queda para o total da indústria foi de 9,8% em fevereiro, registrando a vigésima quarta taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação, porém menos intensa do que a observada em janeiro (-13,6%).

Com a redução de fevereiro, o parque fabril do país passou a acumular uma retração de 11,8% nos dois primeiros meses de 2016, comparativamente ao período janeiro/fevereiro do ano passado. Já a taxa anualizada, o indicador acumulado nos últimos 12 meses, fechou fevereiro com queda de 9%, a mais intensa desde os 9,4% de novembro de 2009.

Ramos de atividade

A queda de 2,5% da atividade industrial na passagem de janeiro para fevereiro reflete o predomínio de resultados negativos, alcançando três das quatro grandes categorias econômicas e 13 dos 24 ramos pesquisados pelo IBGE.

Entre os ramos de atividade, a principal influência negativa foi registrada por veículos automotores, reboques e carrocerias, que caíram 9,7%, eliminando o avanço de 7,2% acumulado entre novembro de 2015 e janeiro de 2016.

Também exerceram influência as quedas nos segmentos de máquinas e equipamentos (-6,7%), produtos alimentícios (-1,7%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e óticos (-8,2%).

Outras contribuições negativas importantes sobre o total da indústria ficaram a cargo das atividades de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-3,5%), metalurgia (-1,5%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-2,6%), produtos de borracha e de material plástico (-1,6%) e outros equipamentos de transporte (-3,3%).

Na outra ponta, o IBGE destacou – entre os dez ramos que aumentaram a produção em fevereiro – o de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que avançaram 1,4% na terceira taxa positiva consecutiva e acumulando no período expansão de 8,1%.

Outros impactos positivos importantes foram observados nos setores de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (1,3%), indústrias extrativas (0,6%), produtos têxteis (3,4%) e bebidas (1,3%).

Fonte: Agência Brasil 

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