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Mesmo pagando bem, número de graduados no setor químico ainda é baixo

Menos de 1% dos graduados em cursos superiores anualmente no Brasil forma-se em química. O baixo contingente não é novidade e, há alguns anos, representantes do setor notam estagnação na oferta qualificada de profissionais.

“De maneira geral, o Brasil tem poucos cientistas, não só na área de química, como também em física e matemática”, afirmou Ivano Gutz, professor do Instituto de Química da USP e coordenador das Olímpiadas de Química do Estado de São Paulo em entrevista ao portal Exame.com.

A estagnação na oferta qualificada destes profissionais é notada por representantes do setor e o desinteresse começa nas escolas. “A química é uma ciência experimental, mas isso não acontece nas escolas”, disse Martim Afonso Penna, diretor- executivo da Abiclor. “A indústria química não dispensou, não existe demissão em massa. Manteve os seus profissionais porque eles são treinados para longo prazo”, diz.

São raros colégios com laboratórios bem equipados e a disciplina é em sua grande maioria exposta de forma teórica e abstrata. Além disso, se as informações sobre o campo de trabalho fossem mais acessíveis poderia existir mais interesse na carreira na área química. As boas oportunidades de trabalho na indústria muitas vezes só chegam ao conhecimento dos alunos que já estão na graduação do curso.

Segundo Penna, profissionais qualificados para o trabalho na indústria química raramente ficam sem trabalho tendo em vista o conhecimento especializado demandado pela complexidade da atividade. “É um pessoal disputado, por ser uma indústria de processo que exige preparação e envolve uma série de requisitos ligados a questões de saúde, ambientais e de segurança”, explica Penna. Essa é uma das razões pelas quais o salário na indústria química é maior do que a média. Na área de cloro-álcalis, empregados da indústria receberam, em 2015, valor médio de R$ 5.876,05 por mês, equivalente a três vezes o salário médio pago por outros setores

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Fonte: Exame.com

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