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Martim Penna: jovens precisam de programas que estimulem o estudo de Química

O desinteresse dos estudantes pelo curso de Química e o que as entidades do setor podem fazer para atrair os vestibulandos foi tema de entrevista com Martim Afonso Penna, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Cloro, Álcalis e Derivados (Abiclor), na edição da “Plásticos em Revista” de dezembro.

Segundo Penna, avaliações recentes de conhecimento dos jovens de 12 a 17 anos não demonstram melhora no desempenho. “Em 2012, a performance deles em leitura piorou em relação a 2009, conforme dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), ficando 86 pontos abaixo da média dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico”.

Para o diretor executivo, esses estudantes não são capazes de estabelecer relações entre diferentes partes do que está escrito, de deduzir informações do texto e tampouco compreendem nuances da linguagem. De acordo com Penna, em ciências o Brasil obteve o 59° lugar do ranking entre 65 países em 2012.  “ O desinteresse dos jovens pelo curso de Química se estende às ciências exatas em geral. Atribuo esse alheamento à desinformação sobre o curso de Química, efeito de fatores a exemplo da questão da remuneração salarial; falta de professores qualificados, decorrência de serem mal pagos e, para não me estender muito, temos escolas e universidades pouco aparelhadas para o ensino da Química. Para agravar o quadro, os alunos acabam por achar essa ciência muito abstrata”, enfatizou.

Assim, em decorrência dessa carência, o magistério no ensino básico ganha importância para fortalecer e desenvolver o interesse pela Química e também programas de incentivo ao estudo dessa ciência.  “É o caso dos certames em nível estadual e nacional integrantes do programa Olimpíada Brasileira de Química (OBQ), apoiado pela Abiclor e a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim)”, diz Penna, que complementou:

– Para viabilizar sua sustentabilidade, a indústria química precisa de gente qualificada e interessada. Por sinal, devido à essa capacitação, o salário médio da indústria de cloro-álcalis, por exemplo, é três vezes maior que o dos demais setores da economia brasileira, segundo levantamento em 2013 da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas.

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