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Pesquisa da Abiclor revela o perfil de motoristas que transportam produtos perigosos

A 6ª pesquisa realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Cloro-Álcalis (Abiclor) com 477 motoristas de seis estados (São Paulo, Pernambuco, Bahia, Alagoas, Rio de Janeiro e Espírito Santo) revela que os profissionais que fazem o transporte de produtos químicos no País estão dirigindo menos horas por dia, seguindo o que determina a nova Lei do Motorista (nº12.619).

Em média, o motorista está dirigindo 5,7 horas por dia, o que equivale a uma jornada semanal de 39,8 horas. Em 2011, quando foi feito o último levantamento, os motoristas dirigiam em média 6,2 horas por dia. A melhora do indicador é ainda mais significativa se comparada às 7,7 horas informadas em 2001.  A redução no número de horas ao volante é importante, pois contribui para reduzir o risco de acidentes na estrada.

A 6ª pesquisa mostra também que a idade média é de 44,5 anos (ante 43,6 anos em 2011). Isso ocorre principalmente porque as cargas transportadas são de natureza perigosa, o que requer um treinamento mais abrangente e específico do que o determinado pela legislação. Assim, os motoristas com mais tempo de empresa são os que têm experiência comprovada no transporte de produtos químicos, explica Edgard Powell, da Comissão de Manuseio e Transporte da Abiclor.

A idade mais avançada dos motoristas reforça a importância de cuidados com a saúde desses profissionais por parte das empresas e transportadoras. Essa é uma atividade sedentária por natureza e, por isso, é importante a realização de exames médicos periódicos. Nesse aspecto do cuidado com saúde, a pesquisa mostrou uma melhora substancial, destaca Powell. Em 2015, a grande maioria dos motoristas (63,1%) disse estar com o exame médico em dia.

A maior parcela dos entrevistados, 50,7%, possui primeiro grau completo; 42,3% tem segundo grau; 4,2% têm ensino superior e 2,7% não informaram.

A rotatividade no segmento de transporte de produtos químicos é baixa. Em média, os entrevistados trabalham há 5,3 anos na empresa, prazo maior do que os 4,6 anos informados na pesquisa de 2011. O tempo maior de casa é positivo, pois significa custos menores para as empresas, que têm condições de treina adequadamente essa mão-de-obra.

O tempo de habilitação é de 22,4 anos, um ano a menos do que em 2001. A maioria dos motoristas, 52%, já trabalhava com o transporte de produtos químicos, e 46,8% responderam que não trabalhavam.

Um dado preocupante, segundo a Abiclor, é o elevado número de motoristas, 49%, que acumula a função de descarregar o produto no cliente. Por lei, o motorista só pode fazer o descarregamento do produto se tiver sido treinado para isso e se a prática estiver prevista em contrato. Para soda cáustica, por exemplo, há uma norma específica que diz que cabe ao cliente fazer o descarregamento do produto.  Uma parcela de 53,2% disse que não faz o descarregamento do produto.

Outro resultado que requer atenção é o número alto de motoristas, um quarto do universo pesquisado, que admitem falar ao telefone enquanto dirigem. Dos 477 entrevistados, 22% disseram que “às vezes” conversam ao celular quando estão ao volante e 3,1% assumiram que sim.  Já 71,7% informaram que não utilizam celular enquanto dirigem, e 3,1% não quiseram informar.

Do total pesquisado, 88,1% informaram que inspecionam diariamente o veículo para ver se o mesmo está em perfeitas condições; 9% o fazem semanalmente; 2,1% mensalmente e 0,8% não informaram. Por lei, o motorista deve fazer uma vistoria a cada parada do dia.

Frota

A pesquisa revela que houve uma substancial melhora na idade da frota nos últimos anos, representando maior segurança e confiabilidade para as jornadas nas rodovias. A idade média de carretas mais cavalos é de 7,2 anos. Quando o levantamento começou a ser feito, em 1997, a idade média da frota girava em torno de 9 anos. Se for considerada apenas a idade média dos cavalos, esse prazo cai para 6,2 anos.  No caso das carretas, a idade média é em 8,1 anos e a dos trucks, 6,7 anos.

A maior parte dos motoristas, 62,5%, trabalha como Próprio (vínculo empregatício com a transportadora); 22% como Agregado (dono do cavalo que puxa a carreta, mas a carreta pertence a transportadora); 5,7% como autônomos (dono da carreta e do cavalo) e 9,9% não  informaram.

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