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A preocupante adaptação do mosquito da dengue

Um estudo recentemente publicado na revista PLoS One por pesquisadores do Instituto Butantan pode ajudar a entender como o mosquito da dengue está se adaptando e evoluindo rapidamente comparado às outras espécies de mosquitos comuns.

Os pesquisadores acompanharam durante 14 meses (cinco estações climáticas) uma população do inseto presente na Subprefeitura do Butantã, em São Paulo.

Talvez nenhuma espécie de mosquito tenha conseguido tanto sucesso em se adaptar ao ambiente hostil das grandes cidades quanto o Aedes aegypti – aquele com o corpo coberto de listras brancas que, para azar dos humanos, é capaz de transmitir doenças como dengue, febre amarela, febre chikungunya e zika.

Além de resistência a alguns inseticidas, a espécie vem adquirindo a habilidade de se reproduzir em volumes cada vez menores de água – que nem precisa estar tão limpa quanto no passado. Os insetos passaram a atacar também à noite (antes só picavam durante o dia).

Foram estudadas aproximadamente 20 gerações de mosquitos de uma mesma população.

Acreditava-se que no inverno a variabilidade seria menor, pois com o frio a reprodução do inseto se torna mais lenta. De fato a taxa reprodutiva é menor nos meses de inverno, mas a variabilidade genética se manteve alta em todos os meses avaliados. Esse resultado reforça a necessidade de combater o mosquito o ano inteiro, não apenas no verão.

Os realizadores do estudo acreditam que a melhor forma de controlar o mosquito é a adoção de medidas combinadas, como a eliminação de criadouros e o investimento em pesquisas ao desenvolvimento de novos métodos de controle químico e biológico, como novos inseticidas,  para que não ocorra a seleção de indivíduos resistentes.

 

Fonte: Exame.com 

09/11/2015

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