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Gestão regional e participativa pode contribuir para o saneamento básico no Brasil

Para garantir o acesso à água potável e à coleta de esgoto para 90% da população no prazo de 20 anos, o Brasil precisa regionalizar os serviços de saneamento básico e melhorar a gestão dos mesmos. Este foi o tema discutido pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR)  , em Brasília,  sobre o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab).

De acordo com o presidente do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos,  um dos maiores desafios do plano é investir R$ 300 bilhões somente em água e esgoto durante duas décadas Segundo ele, o País consegue aplicar, em média, R$ 10 bilhões por ano no setor.

Carlos acredita que, para equilibrar a situação – São Paulo  é responsável por um terço do investimento em saneamento no Brasil. Já no Pará,  apenas 3,8% da população têm coleta de esgoto  –  é fundamental o sistema de regulação nos municípios, a gestão participativa e a valorização do saneamento básico por meio de campanhas, além de desburocratizar o acesso aos recursos e alterar a responsabilidade individual pelas obras, entre outras medidas importantes.

O processo, no entanto, é demorado. Segundo o representante do Ministério das Cidades, Ernani Ciríaco de Miranda,  a meta imposta aos municípios para a criação de um plano de saneamento não foi cumprida em 2014 e também não deve ser cumprida este ano.

Lixões

Manejo de resíduos sólidos e drenagem das águas pluviais urbanas também fazem parte do saneamento básico.  A estimativa é de investimentos que totalizem R$ 508,4 bilhões, entre 2014 e 2033, para atingir as metas do Plansab.

Para  Heliana Kátia Tavares Campos, diretora da Associação de Engenharia Sanitária e Ambiental do Distrito Federal (Abes),  a forma adequada para o tratamento dos resíduos sólidos é o aterro sanitário, com previsão de reciclagem. O grande desafio, para ele, é acabar com os lixões.

Fonte: Senado Notícias, 05/11/2015

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