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Saúde Começa em Casa investe na melhoria dos hábitos de higiene

Martim Afonso Penna*

e Márcia Regina de Souza Amoroso Quedinho Paiva**

A água sanitária (ou hipoclorito de sódio) é uma importante aliada para redução dos problemas de saúde gerados ou agravados por condições precárias de moradia, como constata o programa Saúde Começa em Casa.

Este programa é promovido pelas Equipes Médica e de Assistência Social da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Cloro- Álcalis e Derivados (Abiclor) e o Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos para Fins Industriais e da Petroquímica no Estado de São Paulo (Sinproquim).

O objetivo deste Programa é ensinar as famílias de crianças com doenças crônicas a cuidar melhor do ambiente em que vivem a fim de que, com a higiene ambiental adequada, haja redução nos índices de reinternação por infecções domiciliares.

O projeto consiste em reuniões semanais realizadas com as famílias dos pequenos pacientes durante o período de internação dos mesmos. Nestas reuniões são apresentadas orientações sobre as práticas de higiene e limpeza no dia a dia utilizando o hipoclorito de sódio.

O produto é distribuído gratuitamente pela empresa Anhembi para as famílias participantes do programa. Seu uso é recomendado para ações como desinfecção da casa, dos utensílios domésticos, frutas, verduras e legumes (que devem ser mergulhados por 15 minutos numa solução de 1 colher de sopa de água sanitária para cada litro de água e, em seguida, lavados com água potável).

As famílias também são orientadas quanto ao correto manuseio do hipoclorito, incluindo o uso de luvas e a ventilação do ambiente durante sua aplicação.

Ações semelhantes a esta poderiam ser adotadas em todo o País, não apenas para diminuir as taxas de reinternações de pessoas com doenças crônicas que vivem em habitações precárias, como também reduzir os problemas de saúde decorrentes dessa precariedade.  Problemas estes que estão particularmente relacionados à falta de saneamento básico, como a diarreia, verminoses, cólera, entre outros.

Vale lembrar que mais de 50% da população brasileira ainda não dispõe de serviços de coleta de esgoto.

É evidente que somente a limpeza das residências com água sanitária não garante o completo bem-estar proporcionado pela disponibilidade de saneamento básico e condições de habitação plenamente adequadas para as famílias brasileiras, mas é um começo.

A experiência da Santa Casa de São Paulo mostra, de qualquer forma, que o uso rotineiro do hipoclorito pode ser um primeiro e significativo passo para garantir melhoria na saúde e qualidade de vida das famílias.

*Diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Cloro, Álcalis e Derivados (Abiclor)

**Médica pediatra da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo com especialização em nefrologia pediátrica.

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