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Produção brasileira de cloro recua 0,6% de janeiro a agosto

O quadro recessivo da economia continua impactando negativamente a indústria de cloro-álcalis. A produção brasileira de cloro caiu 0,6% entre janeiro a agosto deste ano, ante mesmo intervalo de 2014, atingindo 848.367 toneladas.

O consumo setorial de cloro (vendas totais somadas aos usos cativos)  também apresentou variação negativa de 0,8%, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Cloro, Álcalis e Derivados (Abiclor). O uso cativo  pelos próprios produtores, para obtenção de dicloroetano (DCE) e óxido de propeno, entre outros produtos, recuou 0,4% de janeiro a agosto. As vendas totais de cloro cederam 3,1%.

No  caso da soda cáustica,  a produção registrou queda de 1%, para 929.457 toneladas produzidas, comparada com mesmo período do ano anterior. As vendas totais de soda apresentaram leve variação positiva, de 0,3%, atingindo 824.900 toneladas, enquanto o uso cativo recuou 2,3%, para 92.646 toneladas.  As importações de soda foram 20,3% menores, com 610.104 toneladas importadas no período.

A taxa de utilização da capacidade instalada da indústria de cloro-álcalis continua mostrando debilidade e distante da média histórica do setor, que é de 87%.  De janeiro a agosto, o indicador foi de 83,6%, ante 85,3% no período anterior.

“A indústria de cloro-álcalis vem sofrendo, além das pressões de custos de energia elétrica, insumo que responde por 46% do custo operacional, há ainda a pressão por aumento de impostos, o ajuste fiscal e a redução da demanda, tornando a situação atual crítica e preocupante”, afirma o diretor-executivo da Abiclor, Martim Afonso Penna.

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