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Hábitos de higiene ajudam a evitar surto de norovírus

Há a suspeita de que a cidade de Salvador (BA) esteja vivendo um surto de gastroenterite viral. As reclamações de sintomas como náuseas, vômitos, diarreias, dores abdominais, febre baixa e dores pelo corpo tem sido frequentes nos hospitais da capital baiana. Embora não seja de notificação obrigatória, os sinais indicam a presença de norovírus, uma virose. Diante disso, é importante lembrar que as viroses que se manifestam com desconfortos gastrointestinais, geralmente, são transmitidas por meio de água contaminada, alimentos manipulados por pessoas infectadas ou contato direto com o material fecal de uma pessoa doente. Daí a importância de redobrar a atenção com os hábitos de higiene.

Ênio Soares, coordenador da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, explica que, historicamente, as doenças diarreicas aparecem no final de maio e início de junho até julho, mas como as chuvas estão muito presentes nesse período e há suspeita de doenças como dengue, chicugunya e zika, é preciso reforçar os cuidados.

O médico toxicologista Flávio Zambrone, consultor da Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor), destaca que, apesar da intermitência no abastecimento em algumas áreas da cidade, a água da chuva não deve ser usada para cozinhar, lavar roupas, frutas, verduras ou louça. “O ideal é utilizá-la para jogar no vaso sanitário”, diz.

Zambrone destaca que todas as frutas e verduras devem ser deixadas durante 15 minutos numa solução de água e hipoclorito de sódio (para cada litro de água deve ser adicionada uma colher de sopa de água sanitária) e, na sequência, os alimentos devem ser lavados com água potável. “Para não haver desperdícios, a água usada na desinfecção dos alimentos pode ser aproveitada para lavar panos de pia e bancadas”, ensina o toxicologista.

Fonte: Correio 24 horas, 25/05/15

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