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Água de reúso: potencial pouco explorado

Segundo mapeamento feito pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e divulgado pelo jornal Valor Econômico, a crise de abastecimento de água na Grande São Paulo e na região metropolitana de Campinas afeta mais de 56 mil indústrias nas duas regiões. Por essa razão, em torno de 65% das empresas paulistas já utilizam algum tipo de reúso em suas unidades fabris – e a iniciativa começa a ser abraçada pelas empresas de menor porte.

“A escassez hídrica se soma a um cenário de crise econômica em âmbito nacional, além do encarecimento dos custos com outros insumos, como a energia elétrica”, diz Anicia Pio, gerente do departamento de meio ambiente da Fiesp. A entidade vem orientando as empresas associadas a buscar soluções alternativas para lidar com a escassez de água. Entre elas, a água de reúso.

No Hemisfério Sul o Aquapolo é o principal empreendimento destinado à produção de água de reuso. O Aquapolo é uma sociedade entre a Odebrecht Ambiental e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) com capacidade instalada para produzir até 1.000 litros/segundo de água de reúso para fins industriais .  O diretor-presidente do Aquapolo Ambiental, Marcos Asseburg, diz ter sido surpreendido pela demanda.

A Veolia, multinacional francesa de tecnologias para tratamento de água,  está aumentando a sua presença em projetos de reuso, por avaliar que o potencial da água de reúso é pouco explorado no Brasil. “Em geral não existe uma cultura de reaproveitamento dos efluentes. Isso já está mudando no setor privado, mas os governos ainda têm receio de transformar esgoto em água potável”, diz Ruddi de Souza, diretor geral da Veolia Water Technologies.

Fonte: Valor Econômico, 18/05/15

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